Suponho que já devia ter escrito este post há uns tempos, mas pronto. Tenho andado ocupado. Adiante.
O meu bom amigo Rui Diniz, e colega de escritos e sons, está prestes a ter publicado o seu novo livro. Não digo que é o primeiro, porque apesar de ser o primeiro de assumida ficção e prosa, e o primeiro a ter uma editora por detrás, ele já tinha dois livros de poesia editados, embora em edição de autor.
Qualquer dos casos, o livro novo chama-se Olympus - A Profecia do Grande Espírito.

Já o li há mais de um ano, penso eu, por isso não sou a pessoa indicada para falar dele. Portanto, têm duas escolhas: podem ler o que o próprio Rui tem no seu site como apresentação, ou podem comparecer ao lançamento oficial do livro, neste sábado, ás 17 horas, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada (Rua D. Francisco Xavier de Noronha).
Vêmo-nos lá!
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No dia 1 de Janeiro deste ano, partilhei convosco as minhas resoluções para 2008. Estando 2009 cada vez mais perto, e presumindo que pronto, já não vou mudar muito a minha vida até lá, acho que está na altura de ver como me portei. Vamos a isso?
- Mais filmes. Acabei por desabituar-me outra vez na segunda metade do ano, mas ainda assim, esta resolução está cumprida. No inicio do ano, vi montes de filmes, muitas vezes dois por dia. Podia ter visto mais, ok, mas não está mal.
- Mais livros. Bom, aqui há várias coisas a considerar. Acabei o tal livro em que estava encravado, e li mais 3 ou 4 livros “tradicionais”. Mas pouco mais que isso. O monte de livros que tenho há séculos na minha mesa de cabeceira continua lá. Há que resolver isso. Por outro lado, li MONTES de ebooks, e ouvi bastantes audiolivros. E de banda desenhada nem se fala. Tudo isso conta, também. Portanto, podia ter sido pior. Mas ainda tenho que melhorar.
- Mais música. Aqui falhei. Encerrei o meu podcast, o que me deu oportunidade para voltar a apreciar música como antigamente (e entretanto criei outro, mas não interessa agora), mas ainda não voltei a entregar-me à musica como gostaria. Tenho que rectificar isto, sem dúvida.
- Mais blog. O Armário este ano até nem foi mal tratado. Renovei-o completamente, mudei de servidor, URL novo, e tal. Mas em termos de posts com conteúdo, só nos últimos tempos é que tenho feito alguma coisa (este mês tenho estado mais calado, mas isso é por causa do Nanowrimo). Se continuar como tenho andado, estou bem. Mas tenho que fazer por continuar.
- Menos peso. Estou mais gordo ainda. E nada de ginásio. Porra para isto.
- Emprego. Continuo a querer outro emprego, mas apesar disso, já não sinto a mesma urgência. Boa parte do ano foi um stress tremendo, mas passada essa fase, acabei por descomprimir, e olhar para o meu emprego com outros olhos. Além disso, os meus métodos de trabalho estão numa fase de revolução que me entusiasma bastante. Portanto, pode estar na altura de mudar na mesma, mas tenho menos pressa. Mas quando sair, já sei que tenho tudo a postos para quem me substituir. Isso, consegui fazer bem este ano.
- Mais escrita. Ok, portanto, tenho o Palavras Contadas com um conto por semana (até Julho pelo menos), tenho as duas colunas no Outro Lado dos Comics (uma delas prestes a terminar), tenho o livro que estou a escrever no Nanowrimo, e que espero terminar para reescrever em Março, tenho um projecto de banda desenhada a andar (embora também ele tenha parado em Novembro), e outro por começar no inicio do ano, tenho alguns contos que escrevi mas que ainda preciso de rever, e tenho um livro que tentei escrever mas encravei, embora ainda pretenda voltar a ele um dia. E tenho este blog. Sim. Também acho que cumpri esta.
- Mais podcasts. Até tenho menos, por acaso. Terminei o podcast do Armário, e tenho feito o No Pants Jimmy Jamma’s Most Excellent Super Mixtape Podcast!, mas gostava de ter algo de mais interessante. O Na Estrada, bom… AMADEU!!!!!!!!
- Lavar o carro. Não só o lavei UMA vez, como lavei umas 5 ou 6! Várias delas foram lavagens profissionais! E mesmo assim, continua incrivelmente porco. Mas eu esforcei-me…
Ok, olhando para isto, há coisas que podia ter feito melhor, mas não há nada que eu possa dizer que falhei completamente. Já não é mau. Veremos como correm as resoluções para 2009…

Se tudo correr bem, até ao final do mês, isto será magicamente transformado num livro…
(E sim, Mafalda, também tenho um coiso destes…)
Pois. Por mais que tente, não consigo resistir.
E eu tentei. Juro que tentei!
A minha primeira experiência com o Nanowrimo (para quem não sabe o que é, visite o site, ou leia este post) foi excelente. Foi nessa altura que escrevi o meu livro (que ainda há-de ver a luz do dia, seja lá de que maneira for). Aprendi imenso com o processo, e mais que vontade de escrever, ganhei o vicio.
Infelizmente, não me viciei de tal maneira que precisasse de doses diárias. O que aconteceu depois foi que fui escrevendo esporadicamente. O resultado disso foi que não melhorei tanto como devia, e que num espaço de um ano, apesar de alguns textos engraçados aqui e ali, a maior parte da minha produção resumiu-se a anotações para projectos futuros, e projectos inacabados e abandonados.
No ano passado, decidi tentar outra vez.
Tinha uma ideia, tinha vontade, tinha tudo. Menos disciplina. Acabei por não planear a história devidamente antes de começar, e quando chegou a altura, não consegui terminar o livro. Nem sequer cheguei a meio.
Depois disso, tenho-me concentrado em coisas pequenas. A maior parte delas tem vindo à tona noutros sites, e uma ou outra coisa apareceu já aqui. E apesar de saber que eventualmente iria escrever outro livro, não tencionava fazê-lo tão depressa.
E depois, chegou Outubro. E com ele, as conversas em todo o lado sobre os preparativos para o Nano. E veio-me a Vontade, também.
Como disse, eu tentei resistir. Admito, a minha confiança foi um bocado deitada abaixo com isto tudo, por isso o que decidi inicialmente foi que participaria este ano apenas se conseguisse escrever um outline detalhado atempadamente.
Primeiro trabalhei uma ideia que tinha em arquivo, mas conclui que era demasiado complexa para escrever num mês.
Depois pensei em pegar noutra, cuja história até já tinha mais ou menos resumida e tudo, porque era suposto ter ido para outro projecto (foi recusada, e por motivos que não têm nada a ver, o dito projecto, com o working title de A Beringela Sensual, está em stand-by).
Tudo isto sem me ter decidido a participar.
Há coisa de dois dias, estava a pensar noutra coisa qualquer, e surgiu-me um começo para a história. Ou melhor, um novo começo, diferente do que já estava no dito resumo. E gostei tanto dele, daquilo que faria o hipotético leitor pensar, que me ri à gargalhada.
A Vontade apertou. E decidi-me.
Este ano vou participar outra vez.
É previsivel que o meu tempo e disposição seja relativamente dominado pela escrita do livro, por isso não contem ver grandes novidades por aqui até final de Novembro, ok? Eu vou tentar fazer um ou dois posts entretanto, mas não prometo nada.
Entretanto, se quiserem saber como vão as coisas, aconselho-vos a acompanhar o meu Twitter, que de certeza que vou lá mencionar as novidades todas.
Desejem-me sorte. Nanowrimo, cá vou eu…
A quem interessar:
Aconselho os leitores de longa data do Armário das Calças a actualizarem o URL do site nos vossos favoritos. Só vou manter o site velho (que neste momento redirecciona automaticamente para o novo) até ao final do ano, pelo que, se o endereço é http://jimmyjamma.hostingstore.org, ou variante disso, terão que mudar para www.armariodascalcas.com.
Quer dizer, terão se quiserem. Ninguém vos obriga, não é?
Quem tem o link www.calcas.pt.vu, esteja à vontade para mantê-lo, que vem para o sitio certo na mesma.
Finalmente, quem segue o site através da feed RSS, não precisa de fazer nada.
Atempadamente voltarei a lembrar, mas para já, aqui fica o primeiro aviso.
O fim de semana vem aí, e por esta altura, já costumo ter algumas coisas planeadas de antemão. Como vivo a um mínimo de 50km de distância dos meus amigos e família, só mesmo nos fins de semana é conveniente encontrar-me com eles, e como tal, o ideal é ter os dois dias planeados de forma a que eu possa aproveitar todos os bocadinhos para estar com alguém de quem gosto, e tentar equilibrar o número de pessoas com quem me encontro com o tempo que passo com cada um.
Esta semana, no entanto, não tenho planos. Em princípio, vou ficar em casa. Quero ler, escrever, preparar escrita futura, etc.. Em suma, quero algum tempo para mim. Também preciso, de vez em quando.
Mas sinto-me sempre culpado.
Eu não sei se tenho muitos amigos ou não. Que significa “muitos”, quando falamos de pessoas importantes para nós? Sei que tenho amigos. Vários e variados. Uns mais chegados que outros, claro, mas todos importantes. E como disse, só tenho dois dias por semana para eles. Quando os tenho. Epá, e não chega.
Há pessoal de quem gosto imenso que não vejo há meses, porque não consigo coordenar a minha agenda com a deles. Há gente que vejo com mais frequência, mas o tempo passa a correr. Há outros que já não vejo há MUITO tempo, porque moram em locais geograficamente inacessíveis para mim, seja por que razão for.
Tenho saudades de todos. Nunca estou tempo suficiente com ninguém. Parte-me o coração quando alguém me diz “há tanto tempo que não nos vemos”. Pois. Eu sei. Eu faço o que posso.
Quase sempre, pelo menos. Porque depois há as tais alturas que preciso de guardar para mim. É uma necessidade, certo, mas a meu ver, o preço de a satisfazer é bem alto. Sacrifico tempo com as pessoas de quem gosto. E mesmo sabendo que preciso desse tempo, custa-me.
Não me entendam mal. A minha intenção aqui não é fazer-me de coitadinho, não é dizer que me sinto só, ou abandonado, ou coisa parecida. Nada disso. Há muita gente que fala comigo todos os dias, há muita gente a querer a minha companhia. Como poderia sentir-me só? Não, não é disso que me estou a queixar.
Do que é que me estou a queixar, então?
Nem sei. Sei que o meu tempo não chega para tudo nem para todos. Sei que isso é mal geral.
E sei que, às vezes, isso custa-me.
Ontem recusei uma oportunidade de ganhar algum dinheiro. Recusei-a deliberadamente, sabendo exactamente o que estava a fazer. E estou satisfeito com isso.
O que se passou, basicamente, foi isto: foi-me dada oportunidade de ser vendedor. Não interessa de quê, nem quem me deu essa oportunidade, nem sequer através de que meios. Tudo isso é indiferente. O que interessa é que seria uma maneira de ganhar dinheiro nos tempos livres, de forma perfeitamente legítima.
Quem me conhece sabe que ando sempre de orçamento extremamente apertado, quando não mesmo ultrapassado, por isso a minha resposta deveria, à superfície, ter sido sim. No entanto, não tenho a mínima dúvida que o não foi a resposta correcta.
Eu não sou um vendedor.
Não gosto de vender nada a ninguém, nem tenho jeito. Já tive pequenas experiências com vendas que me bastaram para provar que criar nas pessoas a necessidade para comprar os meus produtos, ou mesmo trazer à tona uma necessidade existente, me deixa incrivelmente desconfortável comigo mesmo. E não é o acto da venda, não é timidez que me impede de vender. É, simplesmente, algo que vai contra a minha natureza, de alguma forma.
Um amigo meu, ao ouvir isto, argumentou que de certa forma, todos somos vendedores, mais que não seja de nós mesmos. Que todos nós nos vendemos aos outros de certa forma, seja no emprego, seja para agradar a alguém que nos atrai, ou seja em qualquer outro contexto social. E que assim, “como é que queres convencer alguém a comprar os teus contos?”
Ele tem uma certa razão. Mas mesmo aceitando a inevitabilidade de ter que me “vender”, vejo isso como o preço a pagar por ter outras pessoas na minha vida. É um compromisso, não uma opção. Continua a ser algo que vai contra a minha natureza, por mais que ocasionalmente me veja obrigado a ceder.
Além disso, eu não sou de vestir máscaras para ser melhor aceite por ninguém. Isso já elimina parte da “venda”. Eu na minha, cada um na sua, e ‘tá-se bem.
Eu sou o que sou, e tento não me vender.
Quem quiser, que me compre.
Já que na semana passada não houve mixtape, esta semana decidi compensar, com uma maior que o costume. Espero que gostem.
Embora, por algum motivo, não veja muita gente a aguentar até ao final.
Um bocado como os meus antigos podcasts, por sinal…
No Pants Jimmy Jamma's Most Excellent Super Mixtape Podcast! #4: Play Now | Play in Popup | Download